Sílvia Pinto expôs projecto de doutoramento em Ciências da Comunicação

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O projecto de doutoramento intitulado “O Storytelling como processo pedagógico de apropriação artístico-cultural: viagem na obra de Hieronymus Bosch mediatizada por uma superfície tangível”, da autoria Sílvia Raquel Barros Pinto, doutoranda em Ciências da Comunicação na UMinho (CECS), esteve patente no Museu Nacional de Arte Antiga (Lisboa), de 3 e 11 de Junho. Da interação que resultou com o público, “numa experiência ímpar”, segundo a doutoranda, resultaram 31 questionários realizados por visitantes nacionais e estrangeiros cuja escolaridade vai do ensino secundário ao doutoramento.

O projecto, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, com orientação de Nelson Zagalo (CECS) e de Lia Oliveira (Instituto de Educação, UMinho), constitui-se num novo modelo de comunicação interativa, para uso em museus, através do recurso à tecnologia de superfícies tangíveis (mesa multi-toque). No seu desenvolvimento foram utilizadas obras do pintor Hieronymus Bosch. O modelo realizado permite que o visitante do museu manipule digitalmente as obras de arte, conferindo-lhe novas leituras. As obras podem ser (re)convertidas e transformadas nos aspectos formais, nomeadamente, ao nível da constituição de novas composições visuais, que podem ser partilhadas nas redes sociais, a partir da página do projeto, no Facebook.
A investigação parte da vontade de contribuir para uma alfabetização da sociedade no campo da comunicação visual e da arte. Nesse sentido, foi desenvolvido um artefacto interactivo, de natureza multidisciplinar, que tem como base a exploração de obras de arte. O objecto de estudo do trabalho é a criação de um modelo de comunicação interativa que permita um maior envolvimento, e, uma maior participação do público promovendo, assim, a literacia e consequentemente uma maior fruição das obras de arte visual. Pretende-se compreender até que ponto a interacção com obras pictóricas, mediatizada por uma superfície tangível, pode potenciar o usufruto e apropriação da obra de arte.

Para o desenvolvimento do protótipo a doutoranda vai recorrer a reproduções das obras, “As Tentações de Santo Antão”, “O Último Julgamento”, “O Jardim das Delícias” e o “Carro de Feno” do pintor Hieronymus Bosch. As imagens utilizadas seguem as imposições legais relativas às questões de direitos de autor, sendo a sua utilização permitida para trabalhos de investigação académica. No caso particular do registo fotográfico relativo à obra “As Tentações de Santo Antão”, patente no Museu Nacional de Arte Antiga, foi obtida, sob o compromisso de respeitar as normas impostas, a permissão para a sua utilização.

O projecto esteve exposto no Museu Nacional de Arte Antiga, depois dessa pretensão ter sido deferida pelo seu director, numa área a que os visitantes do museu terão acesso, uma vez que se pretende proceder a uma avaliação do protótipo em cenário real.