Chamada de capítulos: Urban Tourism, Viral Society and the Impact of the Covid-19 Pandemic

Editores: Pedro Andrade, Universidade do Minho, e Moisés de Lemos Martins, Universidade do Minho.

Introdução
Antes da pandemia de Covid-19, Portugal foi escolhido como o melhor destino turístico do mundo durante 3 anos consecutivos (2017-2019), e Lisboa foi designada como o Melhor Cidade Destino e City Break no evento World Travel Awards (2020), além de conquistar o título de Capital Verde de 2020. A cidade de Braga ganhou recentemente um concurso para a sua designação enquanto Unesco Creative City of Media Arts (Braga,2020).

Após o aparecimento do Coronavírus, tudo mudou. Logo nos primeiros meses da pandemia, a perda global de receitas foi estimada em 273 mil milhões de euros. Em particular, os riscos nas actividades turísticas provocaram uma crise muito grave no sector: 300 milhões de perdas significam uma queda de 56% em comparação com o mesmo período de 1999 (World Tourism Organization-UNWTO, 2020). No início da época alta do turismo de Verão de 2020 (meados de Julho), uma sondagem mostrou grandes tendências sobre destinos turísticos preferidos no mundo, por alemães, italianos, franceses e espanhóis, sublinhando algumas mudanças importantes após o surgimento da pandemia (Pollet,2020).

 

Objetivo
Para fazer face a uma situação tão dramática, este livro, entre outros objectivos, visa estudar o risco social emergente da Covid-19, em particular no que diz respeito ao turismo urbano, suas causas e impactos económicos, políticos e culturais. O intuito é poder contribuir para uma vida urbana sustentável e mais saudável, nomeadamente para ajudar os diferentes actores sociais a enfrentar os riscos dentro das localidades turísticas: cidadãos locais, turistas, marginalidades (pensionistas, pessoas com deficiência e migrantes), etc.

Para atingir tal objectivo, o livro pretende reunir:
– Ensaios teóricos, a fim de analisar as dimensões económica, ecológica, sociológica, demográfica, política, cultural e discursiva das actividades turísticas, sob a nova conjuntura da pandemia de Covid-19.

– Estudos de casos empíricos sobre os processos estruturais do turismo e a vida quotidiana das viagens dentro dos contextos urbanos de risco.

Em ambos os sentidos, entre outras ideias, os autores são convidados a contribuir para a proposição de um modelo prático de solidariedade global/local e empresarial, para a divulgação de informação e conhecimento sobre e contra as causas e o impacto da pandemia nas actividades turísticas. Por exemplo, para incluir sugestões, a serem utilizadas pelos atores sociais que viajam ou recebem viajantes (turistas, migrantes, cidadãos locais), para melhor lidar com o Covid-19. Isto pode aumentar a sua solidariedade social recíproca, práticas inclusivas, educação para a cidadania e oportunidades de aprendizagem ao longo da vida, dentro de uma cidade segura, resiliente e sustentável. Tais recomendações podem também inspirar intervenientes socioeconómicos mais específicos ligados ao sector do turismo, tais como médias/pequenas empresas (agências de viagens), instituições (universidades, museus), ONGs, associações e comunidades locais, a desenvolver e difundir estes ou outros instrumentos e estratégias anti-pandémicas.

 

Público-alvo
Este livro é dirigido aos atores sociais ligados, direta ou indiretamente, a atividades e estudos turísticos, no contexto da pandemia de Covid-19. Isto inclui tanto reguladores/regulamentos estatais (políticas de turismo e de Saúde Pública, certificados de vacinação, etc.), como actores da sociedade civil, tais como profissionais das indústrias e serviços turísticos, nas áreas de viagens, hotéis, restauração, lazer e cultura. Isto pode ajudar na criação de empregos e o desenvolvimento de boas práticas adaptadas à ameaça pandémica, tais como o reforço da partilha e transferência de informação e conhecimento entre universidades, indústrias inovadoras (spin offs, startups), agências de turismo, museus, etc.

Do lado da investigação, professores, estudantes e outros agentes sociais dentro das comunidades científicas, podem estabelecer ligações com os interessados acima mencionados, desenvolvendo reflexões, tecnologias e ideias para lidar com os riscos e necessidades sociais e viajantes sob a pandemia.

Em particular, o livro proposto pretende desenvolver um ethos de investigação científica diária dentro da academia, que poderá divulgar conteúdos para o exterior.

 

Tópicos recomendados

Algumas perspetivas e tópicos a serem considerados pelos autores são, mas não se limitam, aos seguintes temas:

1. Possíveis teorias para discutir viagens e turismo dentro do tecido social violento/virulento contemporâneo:
Mobilidades urbanas e turismo (John Urry); Sociedade de risco (Ulrich Beck);
Estudos pós-coloniais (Homi Bhabha); Sociedade em rede (Manuel Castells), etc.

2. Sugestões de metodologia para o estudo do turismo urbano na era da Covid-19:
Entrevistas; inquéritos; observações diretas através de fotos e vídeos; análise de conteúdos e discursos; novos meios e métodos digitais; novas aplicações e guias para a circulação urbana e turística.

3. Estudos de caso sobre o impacto do Covid-19 no tecido urbano e nas atividades turísticas:
Viajar através de realidades pandémicas locais e globais.
O papel dos intervenientes socioeconómicos na nova “economia viral/ecologia viral” do turismo.
A cobertura dos efeitos virais do Coronavírus sobre o turismo, pelos meios de comunicação social.
O impacto da pandemia na cultura e nas artes, quer nos países visitados, quer nos países de origem dos turistas.

4. As guerras virais: debates para a próxima década:
As novas indústrias e serviços de vacinas para cidadãos e turistas.
As transformações dos estilos de vida e das viagens pelo vírus.
Debates sobre cidadania e opinião pública sobre as viagens sob a pandemia.
Lutas políticas pela/contra a vacinação e o uso de máscaras em toda a circulação urbana.
Migrações e diálogos interculturais sob a ameaça do vírus.

5. O novo vocabulário/glossário da pandemia, articulado com as viagens:
“Covid-19” – que significa precisamente a doença causada pelo vírus SRA-CoV-2 (o novo coronavírus detetado na China no final de 2019) -; “confinamento/desconfinamento”; “remobilidade social”, “cultura locativa móvel/turismo”, “turismo comunicativo”; “turismo 3.0”; “turismo viral”, etc.

6. O dia a seguir a Covid-19 (desde 2020):
O fenómeno do ‘turismo de risco viral’.
O paradigma emergente da ‘sociedade viral’.

7. Medidas práticas para combater o impacto social do Coronavírus:
Soluções económicas e ecológicas inovadoras para as viagens.
Nova consciência política e acções sobre o confinamento e desconfinamento urbano.
Meios culturais e discursivos sem precedentes, métodos e meios de comunicação social sobre as viagens.

 

Procedimento de submissão
Investigadores e profissionais são convidados a apresentar, até 25 de outubro de 2021, uma proposta de capítulo de 1.000 a 2.000 palavras, explicando claramente a missão e as preocupações do capítulo proposto, através do link. Os autores serão notificados até 8 de Novembro de 2021 sobre o estado das suas propostas e serão enviadas orientações sobre os capítulos.

Espera-se que os capítulos completos sejam submetidos até 22 de Fevereiro de 2022, e todos os autores interessados devem consultar as directrizes para a submissão de manuscritos. Todos os capítulos submetidos serão revistos numa dupla revisão cega por pares. Os autores também poderão ser convidados a servir de revisores para este projeto.

Nota: Não há taxas de submissão ou aceitação para manuscritos submetidos a esta publicação. Todos os manuscritos são aceites com base num processo editorial de dupla revisão cega por pares.
Todas as propostas devem ser submetidas através do gestor de submissão online eEditorial Discovery®.

 

Editora
Este livro deverá ser publicado pelo IGI Global (antiga Idea Group Inc.), uma editora académica internacional de “Information Science Reference” (antiga Idea Group Reference), “Medical Information Science Reference”, “Business Science Reference”, e “Engineering Science Reference”. O IGI Global é especializada na publicação de livros de referência, revistas académicas, e bases de dados electrónicas com investigação académica numa variedade de áreas temáticas inovadoras incluindo educação, ciências sociais, medicina e saúde, negócios e gestão, ciência e tecnologia da informação, engenharia, administração pública, biblioteca e ciência da informação, estudos sobre meios de comunicação, e ciência ambiental. Mais informações sobre a editora, aqui. Prevê-se que esta publicação seja lançada em 2022.

 

Datas importantes:
25 de outubro de 2021: data limite para apresentação de propostas
8 de novembro de 2021: notificação de aceitação
22 de fevereiro de 2022: apresentação de capítulo completo
22 de abril de 2022: resultados da revisão devolvidos
3 de junho de 2022: notificação de aceitação final
17 de junho de 2022: apresentação do capítulo final

 

Contactos:
Pedro Andrade
Universidade do Minho
pjoandrade@gmail.com

Moisés de Lemos Martins
Universidade do Minho
moisesm@ics.uminho.pt

 

Classificações
Ciências Sociais e Humanas; Media e Comunicação

Mais informações, aqui.

[Publicado: 17-09-2021]