P – O tema da investigação que desenvolveu no CECS, no quadro do Porgrama IACOBUS, tem em vista desenvolver trabalhos de investigação assentes no projeto “Camiño Atlántico”. Fale-nos um pouco da sua investigação? Em que é que consiste?
R – O Programa Iacobus tem diferentes linhas estratégicas, uma delas ligadas às TIC e às indústrias criativas, bem como ao turismo na Euro-Região Galiza–Norte de Portugal. A minha área de especialização é a não-ficção interativa. Proponho, por isso, projetar um produto digital que represente o Caminho Português de Santiago como um destino transfronteiriço.
P – Do que já explorou, os indicadores obtidos foram ao encontro das suas expectativas de investigação?
R – Em primeiro lugar, é elaborado um estado da arte em relação à estrutura, financiamento, pesquisa e informações turísticas sobre o Caminho Português de Santiago na Eurorregião. Foi identificada uma oportunidade para fortalecer a marca “dois países, um destino” promovido pelos órgãos públicos de Espanha e Portugal nos últimos tempos.
P – Porque é que decidiu desenvolver o seu trabalho no CECS?
R – O CECS é um centro de referência em pesquisa em Comunicação, onde posso trabalhar em contacto com especialistas em narrativas digitais e comunicação estratégica. Existem vários outros fatores nos quais o CECS participa: o projeto H2020 sobre alfabetização transmedia e a candidatura de Braga como Cidade Criativa (UNESCO).
P – Que resultados espera obter no final do seu trabalho de pesquisa?
R – No final da estadia, espero ter uma proposta que sirva para posicionar o Caminho Português de Santiago como um destino transfronteiriço, apoiado pelo caráter audiovisual e participativo de um documentário interativo. Além disso, os resultados serão enquadrados na exploração de novos caminhos de desenvolvimento de não-ficção interativa da minha tese de doutoramento.
Entrevista conduzida por Vítor de Sousa e concedida por escrito.