Decorre, entre 8 e 10 de maio, em Braga, o 12º Congresso de Comunicação de Ciência – SciComPt2024 – dedicado ao tema “Linguagens e vozes para uma ciência acessível”. O SciComPt2024 conta com cerca de 250 participantes e é organizado em parceria com o INL e o Centro de Ciência Viva. Este encontro, que reúne cientistas, investigadores e comunicadores de ciência, vai debater os novos desafios para a Comunicação de Ciência, desde a Inteligência Artificial às práticas de Ciência Aberta.
Com um programa científico que decorre de quarta e sexta, o congresso terá oficialmente início no Instituto de Nanotecnologia (INL), no início da tarde de quarta-feira, com uma conferência de abertura proferida por Emma Weitkamp, da universidade de West of England, que tem vindo a estudar a integração de diversos atores na comunicação de ciência e a narrativa como ferramenta de envolvimento. O dia começa com oficinas que decorrerão no Centro de Ciência Viva. Os restantes dias de congresso vão também ser palco de palestras sobre a importância da Inteligência Artificial na Comunicação de Ciência, por Lourdes Pérez (da Universidade de Granada), e sobre os desafios que as políticas de Ciência Aberta colocam às instituições.
Assumindo-se, crescentemente, como aberta, a ciência tem hoje responsabilidades sociais especialmente importantes. A possibilidade de os cidadãos e as cidadãs acederem a publicações científicas mais facilmente é uma condição importante mas não suficiente para lhes permitir acompanhar o estado do conhecimento científico. Espera-se, para além do mais, que cidadãos e cidadãs possam ter uma participação qualificada sobre matérias que são, cada vez mais, tecnicamente complexas e, em muitos casos, ética e socialmente controversas. Neste contexto, o papel dos agentes e dos sistemas de comunicação de ciência é crítico, e tem vindo a ser reconhecido em todos os quadrantes, multiplicando-se as iniciativas e programas que visam promover uma maior aproximação do empreendimento científico à sociedade e aos cidadãos. Mas, ao mesmo tempo que tem conquistado o seu lugar como instrumento de promoção da participação, envolvimento e diálogo dos cidadãos com a ciência, a Comunicação de Ciência – enquanto área de saber, mas também como prática social e profissional – enfrenta crescentes desafios.
É cada vez mais consensual, a nível de instituições científicas, políticas e profissionais, que é preciso tornar a ciência acessível, em diversos domínios e a vários níveis. Mais concretamente, essa acessibilidade prende-se, entre outros aspetos, com: i) a abertura e interação continuada da comunidade científica com a sociedade; ii) a possibilidade de todos os públicos terem condições para interagir com a ciência; iii) a necessidade de adequação da comunicação de ciência a limitações sensoriais ou outras de alguns públicos; iv) a diversificação de linguagens e de vozes para a promoção da inclusão na comunicação de ciência. Dar resposta a tudo isto é o repto do 12o congresso da rede SciComPt. Assim, convidamos os/as participantes a submeterem propostas que se inscrevam no âmbito das seguintes temáticas, entre outras:
A iniciativa de organização deste evento decorreu da Comissão Diretiva do Mestrado em Comunicação de Ciência, um projeto de ensino da responsabilidade do Instituto de Ciências Sociais e da Escola de Ciências da Universidade do Minho. É apoiado também pelo CECS e pelo CMAT.
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